sexta-feira, novembro 21, 2008

Cidadão pró-ativo

pró-atividade
Você reclama dos congestionamentos mas não é capaz de deixar o carro na garagem e usar uma bicicleta; você reclama das praias poluídas mas não é capaz de dizer para onde vai o esgoto da sua casa; você reclama de pessoas mal educadas mas não é capaz de agir com calma e civilidade quando se vê diante de um exemplar da espécie. Por que o cidadão pró-ativo é tão raro? Primeiro porque ele não sente sua ligação com a cidade. A cidade é para ele um corpo estranho, incompreensível, não raro uma ameaça aos seus próprios interesses, um obstáculo a ser vencido. A maioria das pessoas não vive na cidade, vive apesar da cidade — e deseja viver em outra cidade, o que é muito comum onde há mais migrantes do que nativos.(...)

Leia na íntegra Cidadão pró-ativo, meu artigo mais recente no jornal Canal Aberto.

sexta-feira, novembro 07, 2008

Sólida instituição ilhabelense

fofoca
(link da imagem)

Meu artigo mais recente no jornal Canal Aberto.

Não é a Prefeitura, não é a Câmara ou o Fórum. Também não são as rarefeitas tradições caiçaras ou a família ou o casamento ou o veranismo. A mais sólida instituição ilhabelense é o boato — também conhecido como fofoca, mexerico, fuxico, babado, tramóia, intriga ou, no jurídico, difamação.

Você certamente já ouviu um. Talvez já tenha ajudado a passá-lo adiante. Talvez até tenha feito isso sem perceber que se tratava de boato, apostando na veracidade do que ouviu e na possibilidade daquilo ser útil e bom. Só que tem um problema. Um não, vários.

terça-feira, outubro 28, 2008

Politicamente atrofiados

urna eletrônica
(link da imagem)

Leia na íntegra meu artigo mais recente no jornal Canal Aberto.
Apesar da massa comum que disputa as eleições a cada dois anos — gente como eu ou você, ou um pouco menos —, é comum também a idéia de que o sistema político é complexo, insondável e incompreensível. Até hoje eu não sei de quê são feitas as leis, de onde elas vêm, do que se alimentam, e raramente encontro quem possa me explicar todas essas coisas. Eu vejo o noticiário político e imediatamente me vêm à cabeça todas as profecias sobre o surgimento do Anticristo, que, afinal, não é uma pessoa, mas um sistema, uma massa ou um labirinto. O nome desse labirinto é política. Candidaturas são a expressão do desejo de encontrar a saída desse labirinto e depois cobrar ingressos para que outras pessoas possam refazer o caminho dentro dele. O voto é uma espécie de aposta que se faz na capacidade daquele sujeito encontrar a saída do labirinto, mesmo quando ele está visivelmente mais perdido do que todos nós.

Tragédia anunciada

Vejam só.

Em 2006 a Praça das Bandeiras foi completamente destruída em nome de um projeto de reurbanização. Várias árvores antigas tombaram; a praça ficou totalmente desfigurada, assim como a memória da Vila. A nova praça é simpática, mas as cicatrizes permanecem.

Nestas últimas semanas tenho verificado que as transformações continuam e a idéia é continuar desfigurando a Vila.

Recentemente a rua da Padroeira foi alargada no trecho que corresponde à EEPSG Gabriel Ribeiro dos Santos. Isto implicou três transformações cujo valor ainda não me é evidente:

1) A calçada foi reduzida nesse trecho. Pode-se argumentar que transitam por aí poucos pedestres e que, por outro lado, a necessidade de espaços para automóveis é cada vez maior. Isso demonstra a prioridade da intervenção: veículos em vez de pessoas.

2) Os carros estacionam em 45°, mesmo que não haja placa indicando que isso deve ser feito. Se o objetivo era melhorar o trânsito nesse trecho, isso não ocorre especialmente quando veículos de grande porte estacionam em 45°.

3) A redução do nível do piso expôs as raízes das árvores, enfraquecendo-as. Uma delas tombou num vendaval recente; não há nada que assegure que as outras duas árvores restantes não terão o mesmo destino. A ausência de trabalhadores no local há vários dias sugere que a obra está terminada e o objetivo é mesmo deixar as árvores com raízes expostas até que venha o próximo vendaval.

Naturalmente, o 1º e o 2º itens não preocupam tanto quanto o 3º. Pouco espaço para pedestres e trânsito confuso são café pequeno diante da possibilidade de uma árvore cair em cima de alguém ou de algum carro.

quinta-feira, outubro 23, 2008

Pesquisa Ibope 2008 revela: somos bundas-moles

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A pesquisa do IBOPE 2008, realizada em parceria com a ONG Nossa Ilha Mais Bela, revela algo que todos já suspeitávamos: somos bundas-moles.

73% dos entrevistados acredita que os problemas da cidade são responsabilidade da Prefeitura. Outros 10% citaram alguma outra esfera governamental. Somente 7% dos entrevistados acham que a responsabilidade é da população. A imagem acima (clica para ampliar) mostra os números da pesquisa.

O arquivo completo da pesquisa IBOPE 2008 pode ser encontrado aqui.

*
Se você pensa como a maioria, talvez deva ler este artigo, que publiquei no falecido Jornal da Ilha em 2005, e pensar mais uma vez.


República Socialista de Ilhabela
8 de maio de 2005
Christian Rocha


Pergunte a qualquer pessoa de Ilhabela sobre as principais realizações da Prefeitura. Cidadãos satisfeitos mencionarão as ruas pavimentadas, o hospital municipal, as escolas, a reforma da Vila e os cruzeiros marítimos. Cidadãos insatisfeitos mencionarão a expansão imobiliária, a poluição das praias e dos rios, o aumento da violência e os problemas de trânsito nos feriados. Todos destacarão pontos positivos ou negativos e ficarão muito longe daquela que, até o momento, foi a principal realização da gestão Manoel Marcos: a ampliação da estrutura e da influência sócio-econômica da Prefeitura sobre a cidade.

quarta-feira, outubro 22, 2008

Aikido Ilhabela

aikido ilhabela

O site do Shin Shin Toitsu Aikido Ilhabela está em novo endereço. Este:

http://aikidoilhabela.wordpress.com/

Para quem não sabe, trata-se do grupo onde treino há aproximadamente 10 anos (também sou um dos instrutores).

O site do nosso dojo ganhou novos recursos e dispões de textos sobre a arte, informações sobre as aulas, além de ebooks para download, imagens e links interessantes.

Quem estiver em Ilhabela e região, aceite meu convite para participar de um de nossos treinos e, querendo, juntar-se a nós.

quinta-feira, outubro 16, 2008

Do oriente para Ilhabela

aikido

Uma discussão freqüente, que ganha fôlego em períodos de transição política como a que estamos vivendo, é aquela que trata da cultura, de como ela pode participar da vida desta cidade e de como desenvolvê-la. Ilhabela, como outras cidades do litoral paulista, tem raízes caiçaras, ligadas à terra e ao mar, e ao mesmo tempo forte influência da cultura de migrantes de diversas origens. A cultura caiçara está no folclore, na arte, na ascendência familiar cada vez mais rarefeita, na culinária, num jeito de cada vez mais incomum de viver e de relacionar-se com o lugar. A cultura do migrante pode ser metropolitana ou cosmopolita (como a dos paulistanos), sertaneja (como a de alguns mineiros e nordestinos), caipira (como a dos que vêm do interior de São Paulo) ou mesmo caiçara com outros acentos (como a cultura das pessoas que vêm de outras partes do litoral paulista para Ilhabela.

Como manifestação espontânea, a cultura caiçara desaparece um pouco a cada ano, resistindo no folclore e no artesanato. Em seu lugar solidifica-se uma cultura ainda amorfa, construída por influências diversas que ainda estão longe de ser compreendidas separadamente e que, portanto, não chegam a representar uma renovação da cultura local. Assim como não existe uma cultura brasileira definida, também não há uma cultura ilhabelense.

Apesar disso, a busca é genuína e necessária, já que o vácuo deixado pela cultura caiçara é cada vez maior. Migrantes não encontram plenas condições de estabelecer por aqui todos os hábitos e costumes sócio-culturais de seus lugares de origem -- e isso é bom, porque seria contraditório e poria em risco o próprio lugar ou ao menos atestaria sua fragilidade. Ao mesmo tempo, aos caiçaras é cada vez mais difícil manter um modo de vida estritamente ligado ao lugar, já que este é cada vez mais alterado e ocupado.

A resposta, se há alguma, pode estar naquilo que ainda não foi reconhecido como cultura, mas que participa de nossas vidas. A resposta pode vir do Oriente, de práticas consideradas exóticas demais para serem acrescentadas ao rol de práticas oficiais e populares, mas que trazem grandes benefícios a quem se dedica a elas.

Uma dessas práticas é o yoga (ou a ioga, como alguns chamam). Essa arte indiana é mais ampla do que fazem supor os alongamentos e flexões mais difíceis. Não se trata apenas de torcer o corpo, alongar e reforçar músculos e meditar. Trata-se de construir pessoas melhores, de desenvolver a própria consciência, de praticar preceitos como ahimsa (não-violência) e satya (verdade). O yoga baseia-se nesses e noutros princípios e as posturas (aquilo que costumamos chamar de yoga) na verdade são práticas decorrentes desses preceitos.

O yoga não torna as pessoas apenas mais flexíveis e saudáveis. O yoga as torna também melhores emocional, intelectual e espiritualmente. Quem pratica esta arte torna-se mais calmo, mais leve, emocionalmente mais vivo e mais consciente de si e do mundo. Estas qualidades são boas para pessoas de qualquer lugar do mundo e, naturalmente, tornam esse lugar melhor.

Outra prática que oferece diversos benefícios a seus praticantes é o aikido. Trata-se uma arte marcial japonesa que combina movimentos circulares, torções, arremessos -- todos realizados com mínimo esforço e máximo aproveitamento da força do oponente. Além das técnicas marciais, no aikido aprende-se a usar melhor a energia vital, chamada de "ki". Esse aprendizado desenvolve-se com exercícios aeróbicos, de consciência corporal e de respiração, além das próprias técnicas marciais. Essas práticas desenvolvem o ki e este, por sua vez, ajuda nessas práticas.

Assim como o yoga, o aikido também possui princípios que orientam o praticante e o desenvolvimento dentro da arte. No aikido não é permitido nenhum tipo de competição e a atmosfera predominante nos treinos é de cooperação. Embora o objetivo seja a eficiência marcial, o praticante deve atingi-la sem no entanto ferir o oponente. Há também a noção de que o controle de um oponente passa necessariamente pelo controle de si mesmo; entregar-se ao espírito belicoso de um ataque significa entregar-se à violência, algo que é sempre evitado no aikido.

O aikido também torna as pessoas melhores ao torná-las mais conscientes de si mesmas, mais equilibradas e mais saudáveis. A postura é melhorada significativamente; com isso a respiração também melhora e a saúde global do praticante também se beneficia. A saúde do corpo estende-se à mente, tranqüilizando-o sem entorpecê-lo. Com serenidade é mais fácil trabalhar, pensar, relacionar-se com outras pessoas. O praticante ganha e todos ganham.

Existem várias outras artes e práticas orientais que poderiam ser listadas e explicadas aqui. Há, por exemplo, o zen-budismo: alguns o chamam de religião, outros de filosofia. Há outras artes marciais além do aikido e várias outras práticas indianas, como o kundalini. O importante é que se lhe reconheça o valor para a vida de um modo geral.

Essas artes não são aceitas como parte da cultura local por diversos motivos. O primeiro é o fato dessas artes terem fortes raízes estrangeiras. O aikido sempre será japonês e o yoga sempre será indiano. Apesar disso, adaptações podem acontecer, muitas vezes com sucesso. Por exemplo, a capoeira tem forte ascendência africana, mas hoje é mundialmente associada ao Brasil. O brazilian jiu-jitsu, também muito conhecido em muitos países, é uma derivação do jujutsu japonês. Estas artes vieram para o Brasil, foram transformadas e hoje são divulgadas como algo brasileiro.

Obviamente, agregar exemplares exóticos à cultura é um processo que acontece espontaneamente. O que proponho não é somar o aikido e o yoga à cultura de Ilhabela, mas, antes disso, observar os efeitos destas e de outras artes sobre as pessoas e sobre a sociedade e avaliar, afinal, o que é que se deseja. Digo isso porque muita porcaria passa a fazer parte da cultura local sem que se tenha plena consciência de seus efeitos sobre a sociedade. Estas coisas simplesmente vêm e são recebidas, ainda que causem danos morais, culturais e sociais.

E para que essa avaliação seja possível, atenção. Isto, infelizmente, não se ensina, não se impõe, não se estimula. No máximo o que se pode fazer é mostrar aos desatentos as relações entre aquela ruindade miúda (de um mau hábito, de uma música ruim) e a ruindade que afeta uma cidade inteira. Que permaneçam imersos na porcaria, entende-se, mas que não seja por falta de aviso.

*
Saiba mais:
Shin Shin Toitsu Aikido Ilhabela

Pesquisa IBOPE Ilhabela (não é aquela)

Neste sábado, dia 18, a ONG Nossa Ilha Mais Bela apresentará a segunda pesquisa do IBOPE sobre Ilhabela (esta pesquisa não tem nenhuma relação com aquela outra e as pessoas responsáveis por ela não foram colocadas para correr da cidade).

Pesquisa IBOPE revela percepção cidadã em Ilhabela

Encomendada pelo Movimento Nossa Ilha Mais Bela, a segunda edição da pesquisa mostrará como os moradores percebem a cidade, gerando indicadores de qualidade de vida que devem subsidiar um plano de metas para orientar os trabalhos da prefeitura e de outras instituições.

O Movimento Nossa Ilha Mais Bela traz no próximo sábado, dia 18, a diretora do IBOPE, Márcia Cavalari, para apresentar os resultados da segunda pesquisa de percepção cidadã, feita com a população local entre os dias 23 e 26 de setembro. O objetivo é saber como este público percebe cidade e o que deseja para a melhoria da qualidade de vida em Ilhabela, além de gerar um comparativo com os dados colhidos no ano passado, que permitirá o acompanhamento da evolução desses indicadores.


Mais informações sobre o evento aqui. O evento é aberto e todos que se interessam por Ilhabela podem (e devem) participar.

sexta-feira, outubro 10, 2008

Depois das eleições

storm sailing boat
Tempestade à frente? Só o futuro dirá. (link da imagem)

Meu artigo mais recente no jornal Canal Aberto. Para ler na íntegra, clique aqui.

Se as eleições revelam até onde as pessoas estão dispostas a ir para realçar as diferenças, as semanas que as sucedem trazem-nas de volta à realidade: este arquipélago é um só. Isto significa que não há diferenças importantes, mesmo que os partidos e seus líderes digam o contrário.(...)

segunda-feira, outubro 06, 2008

E agora?

Como todos já devem saber, Toninho Colucci será o novo prefeito de Ilhabela a partir de janeiro próximo. A ele, parabéns, boa sorte e que ele seja capaz de superar as expectativas que lhe depositam desde já.

Os números completos sobre as eleições municipais deste ano podem ser vistos aqui, inclusive com os nomes dos vereadores para a gestão 2009-2012. Aos novos vereadores, parabéns, boa sorte e sabedoria. Aos que se reelegeram, também -- e que saibam assimilar as lições da gestão que se encerra.

*
Com as eleições encerradas, encerro também uma enquete e inicio outra, sobre as prioridades para o município. Esta enquete já esteve neste blog uns meses atrás, mas como o período eleitoral trouxe à tona alguns assuntos e sepultou outros, talvez seja adequado propô-la novamente. Além disso, graças às eleições este blog ganhou alguns leitores, que simplesmente não tiveram acesso a esta enquete antes.

Assim, convido todos a dar sua opinião na barra lateral deste blog.

O internauta poderá escolher mais de uma opção, mas tentem limitar-se a no máximo três opções. Para comentários sobre a enquete, usem a respectiva área deste post.

A todos, muito obrigado.

sexta-feira, setembro 26, 2008

O bife do churrasco eleitoral

Meu artigo mais recente no jornal Canal Aberto. Para ler na íntegra, clique aqui.

Há quem acredite que a ignorância é uma bênção e vote apostando que o futuro prefeito e os futuros vereadores saberão pensar por nós. Se tudo convida ao emburrecimento, melhor é refestelar-me na escuridão e confiar naqueles que tanto querem cuidar desta cidade. O problema é que, mesmo que eu dispusesse daqueles três potentados (Barbosa, Lobato e Bonifácio) entre os candidatos, eu não saberia reconhecê-los, tampouco teria a certeza de que eles estariam me conduzindo na melhor direção. Eu não saberia nada — e a ignorância é o caminho mais curto para aceitar bovinamente qualquer golpe de chicote e tomar qualquer matadouro como doce lar. Graças à minha crescente burrice como eleitor, meu destino mais provável é virar bife no churrasco que os vitoriosos darão logo após o resultado das eleições.

quarta-feira, setembro 24, 2008

Notas eleitorais

Embora os comentários neste blog sejam livres, eles continuam sendo raros. Mas às vezes eles surgem. Esta semana um comentarista anônimo tentou me ensinar a ter consciência política, criticando o fato de eu não votar no candidato do PTB sem conhecer as propostas dele. Se o leitor realmente leu o post em que falo disso, teria notado que minha opção não poderia ser mais consciente. Existem diversos critérios que pautam minhas escolhas políticas; um deles é o que o candidato faz durante a campanha. A mim me parece razoável considerar mais importante o que ele faz hoje do que aquilo que ele pretende fazer caso seja eleito. Se hoje ele faz uma barulheira infernal, o que irá fazer caso seja eleito?

Ademais, plano de governo nunca serviu para nada. Por que isso deveria ser considerado mais importante do que caráter, competência e biografia, por exemplo?

Aproveito a oportunidade para lembrar os leitores deste blog de quatro coisas:

1) Não são permitidos comentários anônimos. Todos os comentários desse tipo serão apagados, independentemente do conteúdo. Por favor, ao comentar informe seu nome e seu endereço de email.

2) A política sempre tem vários lados. O fato de ter excluído um candidato de minha lista de opções não significa que os outros são excelentes. Ilhabela tem mais de 120 candidatos a vereador e eu ainda não escolhi em quem votar, mesmo já tendo eliminado vários de minha lista pessoal.

3) Pobre do lugar que aposta suas fichas em políticos. Prefeituras e Câmaras Municipais são importantes, é claro, mas lembre-se de que há vida antes e depois das eleições e que o poder público existe para servir os cidadãos, não o contrário.

4) Um bom começo para este lugar seria que cada cidadão pegasse os planos de governo dos quatro candidatos -- esses planos são sempre maravilhosos -- e se perguntasse o que pode ser feito agora, independentemente de prefeitos e vereadores. E bom mesmo seria não ter a obrigação de votar.

terça-feira, setembro 23, 2008

Mate o mensageiro


(clica para ampliar)

Coisa bonita isto. É Ilhabela na crista da onda da estupidez eleitoral...

terça-feira, setembro 16, 2008

Sobre a enquete deste blog

eleições

A quem tem acompanhado e votado na enquete na coluna lateral deste blog, vale a pena esclarecer alguns pontos importantes:

1) Enquetes são apenas enquetes. Não tenho a menor pretensão de que a enquete deste blog traduza fielmente o que anda acontecendo no eleitorado.

2) Enquetes feitas pela internet têm uma série de limitações, principalmente técnicas. Não é possível saber, por exemplo, se quem participou dela é um eleitor de fato ou se alguém que apenas quis dar uma opinião, mesmo não votando em Ilhabela.

3) Por algum tempo o primeiro lugar esteve dividido entre o candidato Colucci e o candidato Simões, que manteve por muito tempo uma pequena vantagem. Recentemente o candidato Colucci tomou a dianteira e conquistou ampla vantagem no primeiro lugar. Neste caso, como é comum em enquetes, é difícil saber se isso corresponde a algo que tem acontecido de fato entre o eleitorado ou se é apenas uma manifestação tardia dos internautas-eleitores ou, ainda, se há outro fator que possa explicar a variação.

4) O que quero dizer é que enquetes não reproduzem fielmente o que está acontecendo numa eleição. Elas podem dar uma vaga noção disso -- por exemplo, acho difícil que o último colocado nesta enquete consiga algum destaque na eleição real, em outubro, e também acho provável que os dois primeiros colocados desta enquete também terminem como os dois primeiros colocados na eleição real. Mas as enquetes não devem ser levadas a sério no sentido de determinar a sua escolha na eleição. Eu, pessoalmente, acho que a consciência individual é que deve determinar o voto.

quinta-feira, setembro 04, 2008

Candidatos a vereador

Aqui o internauta/eleitor poderá baixar a lista de todos os candidatos a vereador nas eleições deste ano em Ilhabela.

Caso queira entender a lógica das coligações e as chances que cada candidato tem este ano (coligações e o peso de cada partido influenciam no resultado final), acompanhe esta discussão no Orkut e esta também.

Citando o Pablo, que teve a iniciativa de organizar a lista e levantar a questão do quociente eleitoral:

Quociente eleitoral

Para um vereador ser eleito na Ilhabela, e legenda deve superar o 11,11% dos votos válidos. (vide http://www.tre-sp.gov.br/eleicoes/2004/quociente.htm)

Fazendo uma simulação :

O total de eleitores cadastrados em Ilhabela em 2008 é 19.058 (vide http://www.tse.gov.br/internet/eleicoes/muni_zona_blank.htm)

O percentual de votos nulos, brancos e de abstenções foi de 17,7% em 2004 (vide http://www.tse.gov.br/internet/eleicoes/2004/quad_geral_blank.htm)

Supondo que em 2008 esse percentual for um pouco inferior, por exemplo de 15% teríamos 16.199 votos válidos, ou seja, o quociente eleitoral seria 16.199 / 9 = 1.800

Se o percentual de votos não válidos e abstenções fosse menor ainda (10%), teríamos 17.152 votos válidos, o que daria um quociente de 1.905.

Será que as quatro coligações conseguem?

Nem no Chrome

Como muitos devem saber, recentemente foi lançado o Chrome, o navegador da Google, programa batuta e um tanto diferente do Opera, do Firefox e do Internet Explorer, seus concorrentes diretos.

E não é que o site da Câmara Municipal de Ilhabela não abriu no Chrome? Com isso o site atinge a nada invejável marca de só poder ser visualizado em um de quatro grandes navegadores.

Àqueles que continuam achando que isso é detalhe de somenos importância, lembro que dinheiro público (meu, seu, nosso) foi usado para elaborar um site que simplesmente não funciona direito.

câmara ilhabela chrome
O Chrome não foi moderno o suficiente para o site da Câmara Municipal de Ilhabela (clica na imagem para ampliar)

segunda-feira, setembro 01, 2008

Eleições 2008 - idéias breves

urna eletrônica
Link da imagem

-- Embora eu não tenha escolhido meus candidatos até agora, a coisa mais fácil nestas eleições aqui em Ilhabela é saber em quem não votar. Pelos decibéis atingidos durante a campanha, o primeiro eliminado em minha lista de preferências é o Prof. Joadir, do PTB. Não conheço suas propostas, pouco acompanhei seu trabalho como vereador, mas não posso votar em quem amaldiçoa a vida do eleitor com jingles horríveis, a todo volume, a qualquer hora dia e da noite.

-- Para quem, como eu, vê de fora e tenta manter uma distância segura e saudável das eleições, este ano as coisas parecem tranqüilas. Parecem. Há notícias de brigas, agressões, sem falar no falatório que já ultrapassou os limites da educação. Que isso aconteça entre candidatos, é natural e praticamente inevitável. Que isso aconteça entre eleitores, que pela própria condição têm maior possibilidade de perceber os desarrazoados, é algo que surpreende e lança uma sombra de preocupação sobre o futuro desta cidade.

-- O caos no serviço de balsas não poderia ter vindo em pior hora. Entre dar atenção a algo de que você depende hoje e todos os dias e a algo que definirá o futuro da cidade a partir de janeiro, é fácil saber o que é mais importante. Naturalmente o esvaziamento dos debates nestas eleições municipais não é algo novo e a travessia marítima não é culpada da indiferença dos eleitores. Além disso, seria ingênuo esperar alto nível e discussões sólidas dos problemas mais importantes da cidade. Mas qualquer coisa que desvie a atenção deles, por pouco tempo que seja, ajuda a dissolver idéias, debates e a reduzir a disputa eleitoral a um punhado de jingles, bandeiras e papos furados. Porca miséria.

-- O histórico de atividades e decisões recentes da Câmara Municipal de Ilhabela seria suficiente para demonstrar aos eleitores a importância de votar corretamente também para vereador. Por exemplo, há poucos dias foi aprovada mais uma taxa em Ilhabela -- desta vez, a de iluminação, a exemplo do que a então prefeita Marta (a.k.a. Martaxa) havia feito em São Paulo. E ainda tem gente escolhendo vereador como quem escolhe os camaradas para a próxima cervejada.

Semáforo em Ilhabela?

Alguém sabe me dizer o que é ou o que será isto? Um futuro semáforo?

semáforo ilhabela

Este é o cruzamento da avenida principal (av. Pedro de Paula Moraes) com a rua Ubatuba, no bairro do Saco da Capela, em foto do dia 31 de agosto de 2008. Há um poste idêntico a este na Vila, na esquina do antigo Bazar São Paulo (junto à Igreja Matriz e à praça Coronel Julião).

*
UPDATE (3/9/2008): Os postes na verdade serão pontos para câmeras de vigilância como as que existem em São Sebastião. Hoje pude observar alto-falantes instalados nesses postes. Já era hora de Ilhabela ter uma estrutura de vigilância desse tipo.

quinta-feira, agosto 28, 2008

Carro de som para prefeito

Meu artigo da quinzena ainda não foi publicado no jornal Canal Aberto, mas em breve será, acredito. A quem costuma visitar este Insular, ei-lo em primeira mão: Carro de som para prefeito. Um trecho:

Os quatro candidatos à Prefeitura já ocuparam cargos públicos no município e podem (devem) ser avaliados com base no que fizeram quando estavam lá. Eles esperam também ser eleitos com base no que pretendem fazer no futuro. Mas parece adequado considerar o que eles fazem hoje. Não me refiro aos sorrisos, aos apertos de mão e aos discursos diplomáticos. Refiro-me às ações. Hoje a atuação deles resume-se à candidatura, como se isto excluísse sua condição de cidadãos exemplares. Ilhabela precisa mais de exemplos do que de candidaturas, mais de cidadãos do que de candidatos, mais de ação do que de discurso, buzinaço e panfletagem.

sábado, agosto 09, 2008

Em breve

Estou viajando por uns dias, cumprindo diversas obrigações. Entre as mais burocráticas (porém necessárias), relatório de bolsa da pós-graduação e banca de qualificação.

Em breve retornarei e postarei algo além de avisos de que ficarei sem postar nos próximos dias.

Naturalmente, tenho algumas idéias anotadas no caderno, algumas (poucas) novidades e outras coisas a compartilhar.

A todos que continuam visitando este insular, muito obrigado.